11 de setembro de 2026

A APCA - Agência de Promoção da Cultura Atlântica, em coprodução com a Associação Wamãe - Antropologia Pública, promove na Galeria Tratuário uma apresentação pública sobre os trabalhos desenvolvidos pelas crianças e jovens das diversas escolas e instituições, no âmbito das "Oficinas de Observar e Desenhar Futuros".
A apresentação decorrerá no dia 19 de setembro, às 16 horas, e reunirá os participantes do Campo de Férias SocioHabita Funchal do Polo do Palheiro Ferreiro, da Escola EB1 / PEC Professor Eleutério de Aguiar, da Escola Básica e Secundária de Santa Cruz e da Escola Secundária Jaime Moniz.
Este é um projeto que contempla oito sessões, que decorreram entre agosto de 2025 e junho de 2026, onde jovens e crianças foram desafiados a refletir sobre temas como a autonomia, a democracia e a tolerância, através da exploração das artes e das tecnologias audiovisuais, num processo de aprendizagem participativo e interdisciplinar.
As "Oficinas de Observar e Desenhar Futuros" são dirigidas a crianças e jovens entre os 6 e os 18 anos e promovem o trabalho em equipa, a escuta ativa e a participação coletiva, recorrendo a jogos de grupo, dinâmicas de confiança e exercícios de expressão criativa.
Ao longo de 2025 e do primeiro semestre de 2026 o projeto passou pelo Centro Comunitário do Palheiro Ferreiro, pela Escola dos Louros, pela Escola de Santa Cruz e pelo Liceu Jaime Moniz. Em cada contexto, o espaço onde decorrem as oficinas transformou-se num verdadeiro estúdio de cinema, onde se iniciaram as filmagens, foram explorados sons, vozes e composições musicais que irão dar expressão e emoção às imagens.
Os participantes aprenderam a utilizar o equipamento audiovisual, exploraram estratégias de argumentação, produção escrita e aplicaram na prática os conhecimentos adquiridos. Foram ainda desenvolvidos exercícios de escrita de guiões, construção de cenários, modelação de personagens e aprendizagem dos princípios fundamentais da realização cinematográfica, nomeadamente a produção de planos, a narrativa visual e o enquadramento.
O programa incluiu também exercícios de Teatro Oprimido, centrados em cidades imaginadas, bem como práticas técnicas de cinema, promovendo um ambiente colaborativo de trabalho assente na ideia de "alternância hierárquica", em que os participantes assumem, de forma rotativa, diferentes funções e responsabilidades. Paralelamente, foram incentivados debates sobre o tempo, o mundo e a sequência dos acontecimentos.
Os filmes atualmente desenvolvidos têm como eixo central a celebração dos 50 anos da Autonomia da Região Autónoma da Madeira, afirmando-se como um espaço de criação artística, pensamento crítico e participação cívica dos jovens.
Em todo o processo criativo, cada participante assumiu diferentes papéis técnicos, artísticos e reflexivos, contribuindo para a criação coletiva de um filme que cruza os objetivos pedagógicos desde o 1.º ciclo ao ensino secundário com a obra de Raúl Brandão, num ecossistema que valoriza a cooperação e o trabalho em equipa. O projeto procurou ainda estimular a reflexão antropológica sobre o relativismo histórico, a pertença cultural e a diversidade.
A iniciativa contou com o apoio da República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes.
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