
Desde a sua fundação, em 2005, a APCA Madeira tem desenvolvido a sua atividade a partir de uma estratégia estruturada em quatro eixos fundamentais: a programação continuada e a divulgação da criação artística nos domínios dos Novos Media e das Artes Digitais, a promoção de uma abordagem multidisciplinar, assumindo-se como entidade agregadora de artistas, investigadores e organizações de diferentes territórios e enquadramentos conceptuais, a criação e valorização de emprego no setor cultural, contribuindo para a sua sustentabilidade e profissionalização e a aposta na inovação artística, inicialmente no contexto da Região Autónoma da Madeira, mas sempre em diálogo com outras geografias, refletindo criticamente sobre a identidade cultural insular face às dinâmicas globais.
Com o apoio da DGArtes, a associação desenvolveu projetos estruturantes como o MADEIRADiG, bem como um conjunto alargado de iniciativas dedicadas à Arte Digital, realizadas em parceria com entidades externas, entre as quais se destacam Transgression Media, Funchal Digital Art, Sonarwave.AI e as Funchal City Sessions, que sucedem ao anterior formato do Festival MADEIRADiG. Estes projetos consolidam uma abordagem que privilegia a integração do digital no próprio processo criativo, incentivando artistas de práticas tradicionalmente analógicas a explorarem novas ferramentas, metodologias e formas de interação. Neste contexto, foram envolvidos criadores provenientes da música tradicional e clássica, das artes plásticas, do teatro, da literatura, da performance, entre outras áreas.
Em 2026, assinala-se o centenário da obra As Ilhas Desconhecidas, de Raúl Brandão, um marco da literatura portuguesa que retrata as realidades sociais e económicas das populações insulares do Atlântico. Para assinalar esta efeméride, a APCA Madeira, em parceria com diversas entidades da Região Autónoma dos Açores, desenvolverá um programa alargada em regime de co-produção, que inclui a criação de uma peça de teatro com circulação nacional, um espetáculo itinerante de teatro e performance digital dirigido a escolas secundárias e auditórios de todos os concelhos da Madeira e dos Açores, residências artísticas entre criadores dos dois arquipélagos na área da arte digital, bem como um programa de mediação cultural e formação de públicos, com conferências dedicadas à Cultura e à Autonomia das Regiões Autónomas.
Este conjunto de iniciativas será complementado por exposições, instalações de arte digital e concertos, constituindo um momento de encontro e colaboração entre artistas e comunidades dos dois arquipélagos. O projeto pretende reforçar o conhecimento mútuo, estimular o trabalho conjunto e inaugurar um novo ciclo de cooperação cultural ativa entre as chamadas "Ilhas Desconhecidas".




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